Você se lembra qual foi a primeira vez que precisou pedir dinheiro para os seus pais ou começou a receber para alguma finalidade? Você recorda o dia que o seu pai sentou para conversar com você sobre como usar, ganhar e multiplicar dinheiro na sua vida?
Se as respostas forem satisfatórias – sinta-se um privilegiado. Porque acredito que muitas pessoas não tenham tido esse tipo de comportamento na infância, e o que é mais curioso, nem na fase mais adulta da vida.
Apesar do dinheiro ser uma realidade e uma necessidade nas nossas vidas dês de muito certo, pouco se fala, se ensina, se debate, se discute sobre como administrá-lo com consciência ou como cuidar bem das finanças. Afinal de contas, existe uma máxima no mercado que diz: dinheiro não leva desaforo!
Agora, por mais que vá me valer do senso comum, eu acredito que seja bem verdade que poucas são as famílias que se reúnam para falar abertamente, detalhadamente, sem pudores sobre o trato com a renda familiar e com as contas coletivas da casa.
Bem, eu acredito que você já tenha assistido várias vezes, caso você não seja o responsável ou provedor do lar (porque nesse caso, você foi o propagador), em falas como:
1 – Às dificuldades financeiras familiares;
2 – O bom e velho discursos sobre corte de gastos e economias domésticas inquestionáveis;
3 – As dívidas do lar que crescem de forma assustadoras.
Enfim, eu acredito que raras sejam as famílias que conversem abertamente sobre as questões financeiras coletivas, que estabeleçam metas em conjunto e que todos trabalhem pela economia familiar em equipe.
E ainda existe outro desafio, e esse para mim, é um dos mais importantes e que merece total atenção e destaque para a superação: pais não sabem conversar com os filhos sobre administração financeira, que têm a dificuldade de ensinar e transmitir conceitos básicos sobre o uso consciente do dinheiro, e também, não sabem ensinar como gastar e ganhar com inteligência recursos financeiros.
Muito se preocupam em proporcionar uma educação para os filhos, pagando colégios, cursos, treinamentos, esportes etc, porém, não fazem ideia de quanto a educação financeira é um instrumento indispensável para a formação saudável de crianças e dos jovens na busca da realização dos seus sonhos.
Porém, essa pauta eu prefiro provocar uma reflexão, do que gerar um sentimento de culpa, até porque, nossos pais não foram criados pelos pais deles sobre esse assunto. E se seu pai nasceu entre as décadas de 70 e 80, aí que essa dificuldade é mais generalizada por conta do passado inflacionário que viveu a nação brasileira.
Para finalizar, o objetivo desse texto, é chamar atenção para as famílias sobre a necessidade da conversa franca entre país e filhos sobre a gestão das finanças familiares e pessoais. É interessante pensar na educação financeira dos filhos, principalmente, em tempos de ampliação dos produtos financeiros digitais.
O mundo está cada vez mais prático, mais dinâmico e mais rápido. E o uso do dinheiro precisa cada vez mais se estabelecer cedo a forma de se pensar, de se comportar e de agir de forma equilibrada, consciente e segura. Para que os nossos filhos não sejam excluídos do sistema financeiro nacional por mal comportamento diante das finanças.
Fábio Mesquita Torres

